quarta-feira, 27 de julho de 2011

vida com trilha sonora

Tô simplesmente apaixonada no CD novo do Casting Crowns que a Marcela me deu de aniversário. Engraçado o presente ter chegado no meio do meu período nostálgico-pós-Noruega, porque o que eu mais ouvia lá era Casting Crowns.
E como todo mundo que é apaixonado por música bem sabe, ela tem o poder de nos transportar pra outras épocas, lugares e momentos de vida. Meu CD novo desperta em mim sensações maravilhosas que vivi na Noruega e que quero continuar vivendo pra sempre. Muito legal

segunda-feira, 25 de julho de 2011

leve



Nada melhor que um fim de semana inteirinho pra mim ... Hoje acordei com um novo ânimo pra enfrentar 9 dias de muito trabalho.

Engraçado como coisas que nos assustam tanto em momentos de estresse perdem toda a capacidade de causar pânico depois de um bom descanso e de boas reflexões. Quando as coisas ficam em seus devidos lugares os monstros que às vezes me apavoram tanto ficam pequeninhos e patéticos.

Tô me sentindo leve. Pronta pra enfrentar os desafios de hoje e bem animada com eles também. E quero mais dessa leveza no meu dia-a-dia. Menos pressões internas, cobranças exageradas, ansiedade e medo infundados... Quero caminhar um dia de cada vez, ouvindo a voz do Bom Pastor tendo sempre sempre em perspectiva o propósito maior da vida.

Quero entregar o passado à misericórdia de Deus, o futuro à Providência e viver plenamente o presente. Assim como Davi (salmo 131), quero acalmar a minha alma e viver como uma criança recém-amamentada ;)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

saudades do silêncio

Hoje, li o status da Giovanna no facebook e me identifiquei muito com o que ela disse: “tô chegando à convicção de que por mais que eu seja 'elétrica' / 'dinâmica' (dentre outras "tags") eu sou uma pessoa de alma lenta. gosto (e preciso - embora sofra com a falta de) de tempo com pessoas, de conversa sem pressa, de construção, de graça nos relacionamentos. por isto, muitas vezes, as metrópoles me cansam tanto!”

Essa semana foi pauleira pra mim. Muito trabalho, correria, despedida (sempre doída) do Fred, sentimentos de baixa auto-estima, melancolia, saudade, nostalgia, ansiedade e medo, muito medo.

E nesse fusuê todo, tive pouquíssimo tempo pra calar. O que ajudou a segurar as pontas foi uma conversa boa e profunda com o Fred durante uma caminhada no bosque. É sempre muito bom desabafar com ele (que me entende como nenhuma outra pessoa no mundo) e processar tantas coisas não-processadas na correria do dia-a-dia.

Mas o que preciso (e que me faz falta) é ouvir a voz do Bom Pastor. O problema é que fica muito fácil confundi-la em meio a essa barulheira toda. E não me refiro ao barulho das metrópoles (que está a cada dia mais insuportável pra mim). Mas ao barulho interno e à falta de quietude da minha alma.

Tenho sentido uma saudade imensa (e quase insuportável) da Noruega. Mas tentando identificar do que exatamente sinto tanta falta - como a de alguém que já partiu - concluí que é do momento de vida que eu vivi lá. O intercâmbio foi de longe a experiência mais enriquecedora e difícil da minha vida. Diariamente confrontada com meu etnocentrismo, sentimentos de baixa auto-estima e saudades de casa. Mas em meio a tudo isso, sempre tive muita paz e certeza de que estava lá porque o Bom Pastor tinha me levado. E naquele silêncio Nórdico (que pra mim era ainda maior, já que não tinha família, nem muitos amigos),era mais fácil ouvir a voz Dele. Eu me sentia como as crianças em Nárnia em uma terra cheia de aventuras mortais, mas consciente da proximidade de Aslam e do cuidado Dele.

Desde que voltei, em meio a tantas pessoas, compromissos, decisões e possibilidades, tenho me sentindo ansiosa demais. E ansiedade pra mim já virou sinônimo de pânico. Me faz tão mal a ponto de causar mal-estar físico.

Preciso me aquietar e ouvir.